segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Necessidade

Durmo, sonho e acordo poesia. Alimento-me de palavras. Uso-as, visto-as, porque existem aquelas que cabem exatamente à forma do meu corpo. E, em mim, as palavras tomam suas próprias formas, os versos fazem-se em minhas linhas como se fosse eu um modelo. Usam-me, penso agora. Recordo-me de as palavras chamarem-me à meia-noite, interromperem meu sono, pronunciarem-se em meus sonhos, obrigando-me a escrevê-las. Relação de dependência ou simbiose? Às vezes elas pedem-me sutilmente que eu conte-as, que eu escreva-as, porque sem mim estes versos não existem e eu... preciso deles para sobreviver.



Imagem da web

10 comentários:

Paulo Francisco disse...

E escreve maravilhosamente PROSA.
Um beijo.

CARLA STOPA disse...

É exatamente assim...Beijo, amiga.

Sandrio cândido. disse...

Respire poesia, pois ela nos faz muito bem, seu texto é maravilhoso.
beijos

Carol disse...

Ótimo vício!

RosaMaria disse...

De tudo que preenche a nossa solidão, as linhas, as entrelinhas das poesias nos completam!

Nos entendem! Nos dominam...

Como diria a música:

Respiramos amor e aspiramos liberdade!

Beijão lindona!

Chris Ribeiro disse...

"Às vezes elas pedem-me sutilmente que eu conte-as, que eu escreva-as, porque sem mim estes versos não existem e eu... preciso deles para sobreviver."

Pwerfect, trenzim!
Adorei.

Bjim.

@ChrisRibeirouncion

Zélia disse...

Simbiose! É a resposta - caso a pergunta precise de resposta. É engraçado como as palavras, simplesmente, tomam conta de nós para que nós as cantemos em alto e bom som.

Seu blog é lindo! Obrigada pela visita! Até breve! :))

Leandro Luz disse...

Sentiu? Viveu? Sonhou?
Então escreva! E nos embriague de tanta poesia.

;*

Alexandre Grecco disse...

Você me lembra um livro do Campos de Carvalho, desconhecido e maior escritor da linha do Realismo Fantástico no Brasil. Tem um livro dele que ele fala da cidade onde os homens tem um certo números de palavras a serem ditas, todas as palavras ficam na barriga, quando elas acabam as pessoas morrem. Não lembro e o nome é "A lua vem da Ásia" ou "Tribo". Besos moça que não vive sem letras!!!

William Garibaldi disse...

Eu amo este texto! Amo!
Guardei pra mim!
Escreves muito bem!


Vim lhe convidar para me vivistar lá no Dalla Blog, e conhecer meu trabalho fora da Blogosfera:

http://marcelodalla.blogspot.com/2011/02/os-tipo-de-yoga-participacao-de-william.html

Beijos!