terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Das minhas inspirações

Imagem de Francine Van Hove



Tem chovido bastante nos últimos dias e eu que adoro chuva tenho estado um tanto mais inspirada a dormir e escrever, dois vícios. É que quando chove, tudo corre bem. Chuva lembra-me cama quentinha, café quentinho, cheiro de planta, cheiro de terra, a casa da infância, os sonhos que tinha e que não mudaram depois que cresci. Chuva é bom, chuva lava a alma. No meu caso, chuva lava a alma, alegra, faz esquentar a cama, o café, ficar em casa e jogar conversa fora. Ah, claro, chuva também faz escrever poesia. Faz até escrever em forma de prosa, que eu confesso que não sei bem, talvez minha melhor expressão seja através de versos. Chove aqui dentro agora, no meu escafandro, no meu coração... e eu adormeço calmamente. Sempre rezo antes de dormir, mais agradeço que peço, mas não esqueço de pedir que não pare de chover... lá fora e aqui dentro também. Boa noite a todos que aqui mergulharem.

P.S.: Porque também é bom mergulhar com chuva.

9 comentários:

Paulo Francisco disse...

São vários olhares para o mesmo tema: Chuva.
Esta chuva fina, tranquila, é, com certeza, a chuva dos poetas. Mas a chuva em temporal, alagamento, esta ninguém quer, não é mesmo?
Um beijo e curta esta chuva de prata em seu coração.

A Escafandrista disse...

Uma pena que a chuva também possa ser arrasadora, não é? Aliás, muitas coisas podem ser boas quando são brandas, tranquilas... nesta minha lista eu incluo a chuva. obrigada, Paulo. Abraço.

Paulo Francisco disse...

Quando estava lendo seus texto, por uma incrivél coincidência, estava (e está acontecendo) uma chuva danada e na TV notícias de fortes chuvas na Austrália, em São Paulo E no Rio de Janeiro. O seu texto é muito bacana e eu adoro a chuva desta maneira que você descreveu. Tanto que a utilizo em meus textos.
Deixo, aqui, alguns para ti:

Temporal

É chuva miúda que encharca
que apaga marcas deixadas
por queimaduras profundas
- loucuras de amor
È chuva miúda que carrega
consigo a dor de uma paixão
de ilusões adquiridas
em palavras profanas
- foi tudo amor
É chuva miúda que lava
bate na cara – desperta
- pura ilusão
É chuva miúda que não machuca
afoga as mágoas – alivia o peito
desfeito por quem partiu
É água que cai
que descama a pele grossa
saudade não permitida
parida/sofrida
É chuva miúda
É água sagrada
É chuva pedida
bem vinda
que limpa
apaga seu nome
do coração.



Banho

Chove!
Lavo meu corpo
na água da chuva
que cai.
Lavo minha alma
pesada/cansada
na chuva serena
que cai
Água, carregue consigo
deságue no rio
as lágrimas que caem.


Cabeça d´água

Chega arrastando tudo
Espumando pelas beiras
Sai da frente!
Ela quer passar!
Sem tomar conhecimento de nada
Leva o que é belo
Mata o que é feto
(Em segundos)
Tudo fica estéril
Passa roncando
Passa feroz
Passa imponente...
Passa de repente
Arrasta
Atropela
(Quem quer ficar)
E como veio
Vai embora
Sem anunciar

A Escafandrista disse...

uma palavra: UAU!

Adorei, paulo.

Marcello disse...

Oi querida,

Adoro chuva,mas não muito pq como tudo na vida deve ser equilibrado né ?

Mas chuva me lembra rede na varanda, aquele cheiro de terra que você comentou também é inconfundível.

Muitos beijos e pingos poéticos na sua vida.

CARLA STOPA disse...

Eu também amo chuva...É o som da minha infância, acho que da minha alma...Me fez lembrar uma música, depois confere no Escrevência...SURPRESA...KKK
Beijoca amiga.

Leandro Luz disse...

Em versos ou prosa suas palavras são sempre fantásticas!
:]

saudade daqui.
;*

Cris disse...

Chuva tem esse q de nostalgia... aconchego...chocolate quente c pão de queijo...Bom p dormir, sonhar, namorar, ler, escrever, comer, enfim... dias de chuva me trazem paz. Dias de sol... energia.Bjãooo.

Cristiano Guerra disse...

Hey, moça dessa escafandro. Eu sempre digo que a chuva é fiel, ela melhor do que ninguém sabe lavar nossas caras, nossos verbos e acompanha bem um café ou algum amor. A chuva é sempre bem-vinda, assim como sua prosa, encharcada de poesia. Sumi por um tempo e confesso, senti falta de mergulhar aqui.