sábado, 24 de julho de 2010

Recordações



Hoje senti que certas coisas deveriam ficar numa gaveta e não mais saírem de lá. Descobri que cada coisa tem o seu lugar, mas a gente teima em retirá-las. Um bilhete que a gente encontra na agenda, uma fotografia no final do álbum, aquela pessoa que estava quieta no lugar dela e a gente foi procurar.

E tudo traz à tona as recordações. E as recordações trazem à tona os sentimentos. E de repente, tudo se torna complicado, bilhete na agenda se torna saudade, e sentimento se torna ato falho. Aprendida a lição, fica o lembrete: não mexer em nada que esteja quieto em seu lugar.

Imagem do tumblr

4 comentários:

Cristiano Guerra disse...

Hey escafandrista!
Eu acompenhei todo o texto concodando, mas me surpreendi no final. Nada foi feito para ser gurdado; nem pessoas nem objetos, nem sentimentos, nem nada que possa surgir. Imagina que coisa triste que alguém guarde as lembranças sobre você numa gaveta? Não seria o mesmo que esquecer? Sugiro guardar no coração, onde nada vai empoeirar, como numa escur gaveta. Pelo menos é assim, que eu faço com tudo.

Grande abraço.

Carol Timm disse...

Oi,

Entendo o que disse. Guardamos momentos como pequenos bilhetes. Colocamos fotos e objetos ganhos em pequenos escaminhos (muitos virtuais). Será que isso é bom, será que não é?


Enfim a nossa vida também é feita de pequenas memórias/histórias, não é? Algumas deveriam ser colocadas num arquivo morto, como os processos finalizados, mas elas teimam em ressucitar às vezes. (deve ser porque não morreram ainda...)

Beijos,
Carol

Flor com Espinhos disse...

hum...lembrar, sentir qualquer q seja o sentimento despertado, adormecido significa q estamos vivoss...cheios de vida e fazendo vida para um di lembrar da vida...

A Escafandrista disse...

amigos escafandristas, há coisas que eu guardo e gosto de procurá-las depois e ver como o tempo passou... há coisas que mudam, coisas que vão e coisas que ficam, de repente alguma dessas coisas retornam e vc já não sabe mais qual o lugar de cada uma delas.