quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pescador

Antes tudo era só paz,
Mar sem ondas,
Meio frio,
Mas sem tormentas.

Assim o barco se foi com oferendas
Que não vão voltar.

Navegas hoje nas ondas
Desse mar de desencanto,
Ninguém mais espera o
Pescador chegar.

Ele saiu na madrugada,
Estava tudo escuro,
Ninguém o ouviu falar.

Mal houve despedidas,
Nenhuma lágrima sequer.
Ninguém sabe pra onde foi,
Só se sabe que deixou filhos e mulher.

É assim a vida
De quem vive no mar.
Um dia a felicidade vem,
Um dia ela vai e ninguém sabe o que esperar.

A gente joga a rede e pesca
De repente um sonho que naufragou.
A gente mergulha, trabalha descontente
Na esperança de achar pelo que se rogou.

Um comentário:

Teresa disse...

Triste mas muito belo...