Bons mergulhos a todos os escafandristas.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Não se afobe não, que nada é pra já.
Essa música chama-se Futuros Amantes, do Chico Buarque. É a música subtítulo deste blog, o nome do blog também foi retirado da música. No dia 26 de maio, sábado, teve show do Chico aqui em Fortaleza. Ainda tenho que postar isso no blog do chico . Aí vão as fotos pra vocês. Só pra compartilhar.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Fortaleza Nublada
"Desejava fazer versos
Que clareassem este dia,
Sob as nuvens dança dispersa
Cada vida em sua poesia.
Cada dia guarda uma surpresa,
Hoje, apenas nuvens a pairar.
Amanhã nasce outro dia
Na minha Fortaleza de sol e mar".
Hoje faz 28 °C na nossa sempre ensolarada Fortaleza... Nem chuva, nem sol.. até o céu tem os seus dias de indecisão.
Bom dia a todos!
Que clareassem este dia,
Sob as nuvens dança dispersa
Cada vida em sua poesia.
Cada dia guarda uma surpresa,
Hoje, apenas nuvens a pairar.
Amanhã nasce outro dia
Na minha Fortaleza de sol e mar".
Hoje faz 28 °C na nossa sempre ensolarada Fortaleza... Nem chuva, nem sol.. até o céu tem os seus dias de indecisão.
Bom dia a todos!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Forrobodó
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Fortaleza
Fortaleza,
Meus olhos perdem-se no teu mar
Movem-se meus anseios de em ti repousar.
Das ruas do centro e da Beira-Mar.
![]() |
| Bandeira de Fortaleza |
E em meio às tuas ondas,
Verdes como esmeraldas,
Minha alma põe-se a cantar.
Fortaleza,
Tua brisa move os meus cabelos.
Como tuas dunas,Movem-se meus anseios de em ti repousar.
Fortaleza menina,
Fortaleza crescida,Das ruas do centro e da Beira-Mar.
Aqueles que te amam
Não ousam te deixarE aqueles que se foram
Só sonham em poder voltar.
Fortaleza da minha infância,
Terra da Luz, do vento e do mar,
Terra minha, querida,
O sol do meu Ceará.
Aniversário de Fortaleza, 285 anos.
Poesia publicada em 15 de março de 2011 no poesiaescafandrista.blogspot.com
terça-feira, 15 de junho de 2010
Espero-te
Espero-te.
Espero-te para
juntos subirmos uma
árvore qualquer de momentos doces,
Para que juntos descasquemo-los,
Para que juntos possamos saboreá-los.
domingo, 30 de maio de 2010
notícias de além-mar
Ouvi notícias de além-mar. Disseram-me que já não mais esperas-me. Agora padeço. Padeço nas horas gélidas e incontáveis que eu guardava, sempre, todas tão tuas. Não contava eu com tal possibilidade, imaginava ser nosso, e não somente meu, o baú de lembranças que trouxe comigo. Mas, vá lá, não vive-se de lembranças, eu sei bem.
Resta-me agora preencher as horas (antes tuas), recortar as boas memórias do álbum de fotografias e desfazer alguns nós da garganta. Procurarei agora em outros braços o consolo para os meus abraços que ainda buscam o corpo teu. Direi agora para algum outro, qualquer que seja, as palavras que guardei antes a ti e que queimavam no peito, na boca, na língua e se prendiam pelos dentes, lutando para sair.
Farei agora com outro o que tantas vezes falamos em fazer juntos: os passeios, as viagens, os planos de ter filhos e viver na casa de campo. A casa agora resume-se a cinzas, ruínas das minhas doces memórias tuas. Ficas agora com minha última notícia além-mar e os meus votos de felicidades. E caso queiras, quem sabe um dia, responder a esta carta, não envies para este endereço. Eu já não estarei mais aqui.
Resta-me agora preencher as horas (antes tuas), recortar as boas memórias do álbum de fotografias e desfazer alguns nós da garganta. Procurarei agora em outros braços o consolo para os meus abraços que ainda buscam o corpo teu. Direi agora para algum outro, qualquer que seja, as palavras que guardei antes a ti e que queimavam no peito, na boca, na língua e se prendiam pelos dentes, lutando para sair.
Farei agora com outro o que tantas vezes falamos em fazer juntos: os passeios, as viagens, os planos de ter filhos e viver na casa de campo. A casa agora resume-se a cinzas, ruínas das minhas doces memórias tuas. Ficas agora com minha última notícia além-mar e os meus votos de felicidades. E caso queiras, quem sabe um dia, responder a esta carta, não envies para este endereço. Eu já não estarei mais aqui.
Sou Ana de cabo a tenente, sou Ana de toda patente,
Ana de Amsterdam
Baseado na obra de Chico Buarque e Ruy Guerra, Ana de Amsterdam.
Baseado na obra de Chico Buarque e Ruy Guerra, Ana de Amsterdam.
domingo, 9 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
1976
E quando eu ainda nem havia nascido Chico Buarque se perguntava
O que será que me dá?
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
O que será (À flor da pele) - Chico Buarque, 1976.
Para o filme Dona Flor e seus dois maridos de Bruno Barreto
Só porque eu ando tão à flor da pele ultimamente e não queria postar a letra de Vapor barato/flor da pele. Boa noite a todos.
O que será que me dá?
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
O que será (À flor da pele) - Chico Buarque, 1976.
Para o filme Dona Flor e seus dois maridos de Bruno Barreto
Só porque eu ando tão à flor da pele ultimamente e não queria postar a letra de Vapor barato/flor da pele. Boa noite a todos.
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Chico Buarque,
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sábado, 24 de abril de 2010
Um bom lugar para morar
Um bom lugar para um pássaro fazer sua morada deve ser tranquilo, cheio de suas pequenas coisas, saídas de algum baú ou gaveta lírica. Uma boa morada para um passarinho deve ser pequena, fresca e que faça friozinho a noite para os passarinhos se aquecerem. Alguns bons livros, uma música lenta para dois e um cheiro de café às três da tarde. É um bom lugar para um passarinho fazer morada.
Ilustração: poesiaescafandrista by polyvore
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Jorge Guerreiro
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge.
23 de abril, Dia de São Jorge.
Ilustração: Rafaelle Costa.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Enigma
Era um dragão que morava no peito,
Era uma dor,
Um atrevimento
Querer algo assim.
Era uma fera que tomou seu próprio espaço
No meu tempo,
Era a forma pura do desejo que havia em mim.
Era uma força estranha,
Alguma coisa tamanha
Que não cabia em si.
Era de tudo um pouco,
Palavra e silêncio,
Terra e nuvem,
Loucura em meio à tempestade.
Era sonho de noite fria,
Era poesia vazia
De sentido e de razão.
Era bicho,
Era anjo,
Era a hora, era o meio-dia,
A noite que caía
Tecendo as manhãs.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
verso
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Os caminhos e as buscas
O amor...
sob o luar..
vem refazer um novo mar
em que barcos navegam perdidos
e que sempre encontram destinos
enquanto seguem seu caminho a navegar
pelos mares da vida..
podem de novo errar... mas o que vale é o alto mar a enfrentar
e compor o movimento da própria história
naquilo que buscaram por acreditar
e seguir como quem busca a essência, a semente..
do novo amanhecer ou do próximo sol poente
o coração renasce ou põe-se novamente a sonhar...
Embora nunca da mesma forma
Porque o que importa é o movimento
Não parar
e quando põe-se o coração no caminho, todos os caminhos levam ao mar
Mar aquele que outro dia olhei sob o lindo luar.
(Parceria com Milton Baseggio Lehmkuhl)
sob o luar..
vem refazer um novo mar
em que barcos navegam perdidos
e que sempre encontram destinos
enquanto seguem seu caminho a navegar
pelos mares da vida..
podem de novo errar... mas o que vale é o alto mar a enfrentar
e compor o movimento da própria história
naquilo que buscaram por acreditar
e seguir como quem busca a essência, a semente..
do novo amanhecer ou do próximo sol poente
o coração renasce ou põe-se novamente a sonhar...
Embora nunca da mesma forma
Porque o que importa é o movimento
Não parar
e quando põe-se o coração no caminho, todos os caminhos levam ao mar
Mar aquele que outro dia olhei sob o lindo luar.
(Parceria com Milton Baseggio Lehmkuhl)
sábado, 21 de novembro de 2009
Dia da Consciência Negra
O post está chegando meio atrasado, desculpem, mas ontem (mesma data em que morreu o guerreiro Zumbi, em 20 de novembro de 1695) foi comemorado o Dia da Consciência Negra e aqui em Fortaleza houve show da Vanessa da Mata, no lançamento do Natal de Luz do Ceará.
Adorei o show, a Vanessa citou uma tia chamada Rita que alisava os cabelos e não reconhecia suas raízes e depois cantou Joãozinho, falando de novo dos cabelos. O show de ontem foi excelente, ela dançou de uma forma linda no palco enquanto cantava suas raízes negras.
O show se encerrou com "Ai, ai, ai", depois de ela ter cantado "Não me deixe só" (minha preferida), "Ainda bem" e "Amado".
Assim que cheguei a Portugal a Vanessa tinha acabado sua turnê, parece ter deixado muitas saudades. Aqui em Fortaleza também, o público a recebe muito bem. Esperamos o repeteco!!!
A todos que ficam... Feliz Dia da Consciência Negra!
domingo, 25 de outubro de 2009
Descanso
As flores repousam no vaso.
A velha borda, cruzando a linha como uma teia.
Ah, as horas que passam!
As crianças brincam barulhentas na calçada.
As árvores balançam com o vento,
Cada folha que cai traz uma lembrança.
O lápis passeia inquieto sobre o caderno.
A alma descansa, lavada, sobre os lençóis que ela mesma teceu.
A velha borda, cruzando a linha como uma teia.
Ah, as horas que passam!
As crianças brincam barulhentas na calçada.
As árvores balançam com o vento,
Cada folha que cai traz uma lembrança.
O lápis passeia inquieto sobre o caderno.
A alma descansa, lavada, sobre os lençóis que ela mesma teceu.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Canto do mar
Em cada canto da casa
Em cada canto da alma
Em cada canto do mar
Dava pra escutar
Em cada canto que se deixe
Em cada canto que se vá
Em cada canto há
Um segredo a revelar
Em cada canto
Em cada pranto
Em cada luz
Em cada olhar
Em cada canto da casa
Em cada canto da alma
Em cada canto do mar
Em cada canto há
Uma poesia a ressoar.
Em cada canto da alma
Em cada canto do mar
Dava pra escutar
Em cada canto que se deixe
Em cada canto que se vá
Em cada canto há
Um segredo a revelar
Em cada canto
Em cada pranto
Em cada luz
Em cada olhar
Em cada canto da casa
Em cada canto da alma
Em cada canto do mar
Em cada canto há
Uma poesia a ressoar.
sábado, 19 de setembro de 2009
Hoje eu sou bossa
Hoje eu sou bossa
Hoje eu amo
Sem meias-palavras
Hoje eu sou inteira
Hoje eu canto minha melhor
E talvez menor poesia
Na ousadia
Na manha
Na festa que é o coração
De uma menina.
Hoje eu amo
Sem meias-palavras
Hoje eu sou inteira
Hoje eu canto minha melhor
E talvez menor poesia
Na ousadia
Na manha
Na festa que é o coração
De uma menina.
sábado, 5 de setembro de 2009
Existência sutil
Quero passar como nuvem no céu
Quero a quietude da montanha
Quero o instante presente
O silêncio que preenche as águas do mar.
Quero a noite que cai
As horas que passam
Num movimento tão sutil.
Quero a existência calma,
Breve e leve
De um ser que vive
Daquilo que sonha
Daquilo que canta, que poetiza.
Quero a quietude da montanha
Quero o instante presente
O silêncio que preenche as águas do mar.
Quero a noite que cai
As horas que passam
Num movimento tão sutil.
Quero a existência calma,
Breve e leve
De um ser que vive
Daquilo que sonha
Daquilo que canta, que poetiza.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Marcas
No tapete enrolado na sala
Nos lençóis espalhados pelo chão
Em tudo há a sua presença...
É, você passou por aqui.
E passou como um vento forte
Um sopro de vida
Um murmurar no silêncio
Um feixe de luz na escuridão.
Você marcou tudo
Como se em cada canto houvesse algo seu
Algo esquecido
Talvez de forma proposital.
Eu me pus a fazer versos
Eu me pus a sonhar de novo
Em tudo se vê
Que você passou.
Passou e deixou marcas
Deixou cartas
Deixou lembranças sob o travesseiro.
Em meio a versos e cartas e marcas
Você esteve aqui
Mas você passou.
Nos lençóis espalhados pelo chão
Em tudo há a sua presença...
É, você passou por aqui.
E passou como um vento forte
Um sopro de vida
Um murmurar no silêncio
Um feixe de luz na escuridão.
Você marcou tudo
Como se em cada canto houvesse algo seu
Algo esquecido
Talvez de forma proposital.
Eu me pus a fazer versos
Eu me pus a sonhar de novo
Em tudo se vê
Que você passou.
Passou e deixou marcas
Deixou cartas
Deixou lembranças sob o travesseiro.
Em meio a versos e cartas e marcas
Você esteve aqui
Mas você passou.
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