sábado, 14 de julho de 2012

Novo-estranho Eu

Andei cansada de tanto barulho na minha cabeça. Meu coração batia apertado, o tempo parecia não passar. Mas como tudo passa, passou. Estou aqui novamente, em busca do novo, em busca da poesia, mergulhando e trazendo o que encontrei no fundo do mar...


A garganta arranha,
Estranho esta casa
Que não se habita.

Nessa poesia insana,
Há tanta gente estranha,
Nessa vida que não é minha.

Retorno ao mar
Como quem à casa torna.
Às poesias que emergem da alma
É alma que aos poucos volta.

A vida que era minha
Parece que se partiu
Ou se perdeu.

Essa casa nova
Em que habito
Parece um novo-estranho eu.

A minha meditação de hoje...

''Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. 

Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais 



Serem o que têm a capacidade de ser."

Texto Taoista

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Poesia



E em cada pequeno espaço em branco de nossas almas também.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meditação Vipassana


Depois de cada batalha diária, sento-me e procuro emudecer a mente. 
E a frase de Caeiro expressa bem o que sinto.
Bjs a todos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os meus dragões


Após tantas batalhas, estou aprendendo a domar os meus dragões. É difícil encará-los de frente, são tão maiores e mais selvagens do que eu. Aos poucos estou aprendendo a respeitar-lhes e conhecê-los, cada um. Aprendendo a chamá-los pelo nome e identificar-lhes as características mais fortes. Alguns dos meus dragões causam-me medo, outros causam-me angústia, outros ainda nem consigo encarar, tampouco nomear. Sigo de cabeça erguida em cada batalha, encarando aqueles que posso, às vezes escondendo-me daqueles que ainda não sabem quem sou. Sigo caindo e levantando, enxugando o suor do rosto e enfrentando os meus dragões diariamente à espera do dia em que eles compreendam quem os alimenta e aceitem-me como sua senhora.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A poesia não é deste mundo





Shhhh... Não fales demais. As palavras cansam-se. Não escrevas também. Deixe que o que tiver de ser dito pronuncie-se, revele-se à aurora dos teus versos. Escrever é antes de tudo um ato soberbo, uma ousadia. Não ouses escrever à revelia das palavras. Talvez elas não queiram ser ditas agora. Respeito ao lirismo é essencial, meu caro. Fazer poesia não pode, nunca, ser automático. As poesias possuem vida própria, acordam-se cedo, espreguiçam-se faceiras em suas camas de nuvens, etéreas como elas só. E levantam-se! Ah, o despertar de uma poesia... é doce ver uma poesia levantar-se, surgir suave no meio da prosa insana que às vezes é esta vida. E se um dia achares que perdeste o lirismo nos teus dias, não afoba-te em buscá-lo, desesperado, nas coisas mundanas. A poesia não é deste mundo. Poesia é revelação de anjos, um bálsamo para o coração.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não se afobe não, que nada é pra já.

Essa música chama-se Futuros Amantes, do Chico Buarque. É a música subtítulo deste blog, o nome do blog também foi retirado da música. No dia 26 de maio, sábado, teve show do Chico aqui em Fortaleza. Ainda tenho que postar isso no blog do chico . Aí vão as fotos pra vocês. Só pra compartilhar.




Bons mergulhos a todos os escafandristas.

domingo, 13 de maio de 2012

Espaços vazios

Imagem da web

Dias de frio
Espaços vazios
Sem versos
Para me acordar de manhã.

Sem beijos na testa
Cai a chuva na janela
Molhando o chão do quarto
O rosto já farto
Do cansaço dessa solidão.

Sobram horas no relógio,
Sobram saudades no peito,
Faltam palavras
Ou um jeito de dizer
"Te amo".

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sobra tanta falta...


Postei um vídeo, porque faltam palavras quando sobram sentimentos a inundar-me a alma.
A Escafandrista.

sábado, 21 de abril de 2012

Poesia à Fortaleza

"Eis a minha vida,
Nesta terra banhada pelo sol.
Eis a minha essência,
Indo e vindo entre uma onda e um atol".




Em homenagem a Fortaleza, que completou seus 286 anos.


sábado, 7 de abril de 2012

Nada mais

Se me chamas,
Sorte minha,
Retorno em passo trôpego
E suplicante
Aos braços teus,
Amado, amante.


Se me chamas "tua"
Tua eu serei.
Nada mais das coisas que vivi,
Não mais minha como sempre pensei.


E se me queres nua
Na cama tua estarei,
Não mais certa de quem sou,
Nada mais daquilo que sei.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Hilda Hilst, Zeca Baleiro e Zélia Duncan

Porque tu sabes que é de poesia minha vida secreta...

terça-feira, 27 de março de 2012

Om Shanti Om





"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.


Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.


Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. 

O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."


(Brahma Kumaris)



quarta-feira, 21 de março de 2012

Sim

Amanheceu no meu coração.
Amanheceu e uma luz se acendeu,
Não era o sol,
Era eu, pedindo em oração
Para que o tempo passasse,
a chuva parasse,
E eu pudesse aprender
a dizer mais "sim" do que "não".

Águas Belas - Cascavel, Ceará.

É isso o que acontece quando você diz "sim".
Imagem do blog: 

sábado, 10 de março de 2012

Liberdade

The Bird

Deixo ir,
E o sol nascerá amanhã.
As minhas janelas estarão abertas
À claridade da manhã.
O coração estará aberto
Às oportunidades que virão.
Deixo ir,
Dou asas aos pássaros
Que alimento, mas que não são meus.
E a chuva cairá novamente,
Os dias passarão,
Deixo ir,
Porque somente os anéis vão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Olhar dos cegos

Zindy
Olho para dentro e vejo o caos.
Olho para fora e vejo-te.
Olho mais uma vez para mim mesma
E vejo o fogo que queima o peito e o corpo.
Olho para ti, para ver-me
E vejo o teu corpo que me acolhe e não me nutre.
Vejo a boca vermelha,
Os olhos fundos,
As mãos que tocam a fantasia que criei.
Olho, olho e não vejo nada.
Dizem que o pior é aquele que não quer ver
E eu vejo sem querer.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vida mediana

Oro todos os dias para que meu olhar poético não se perca no meio das tribulações, não se desfaça diante das ondas, não naufrague feito sabe Deus o quê. Oro para não precisar levar uma vida mediana, rodeada de pessoas medíocres, felizes e satisfeitas com suas novas aquisições eletrônicas, suas bebidas e círculos sociais. Oro todos os dias para não esquecer de quem sou, de quem fui e de quem quero ser um dia. Para não esquecer de onde vim e onde quero estar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sem avisar

Vem sem aviso,
Faz tudo de improviso
E eu corro o risco de não resistir.

Faz do meu pranto um sorriso,
Me confunde os sentidos,
Fico sem saber aonde ir.

Entra na minha vida,
Me causa espanto,
Está aqui, em todo canto.

Atravessa meu céu feito raio,
Diz que me ama
E eu não saio daqui.

É o olhar mais sincero,
O abraço mais seguro,
É um pouco de tudo,
É o que eu quero pra mim.

Chega sem avisar,
Me cobre de beijos,
E eu não me vejo sem você aqui.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cálidos

Para o meu Fá


Voraz tentação minha, torna-te doce figura em meus sonhos. Amo-te naturalmente, como direito meu. Desejo-te como necessidade de vida, da vida que espero e quero do despertar ao anoitecer. Desejo-te como um pássaro deseja voar. Desejo-te como um abrir de asas, como um refletir de águas, desejo-te. Espero o passar das horas para encontrar-te e, então fundir-nos... cálidos, quentes, em frenesi.