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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Poesia de Abandono

Eu indo embora, amor.
Depois do que você me fez não dá pra ficar,
Eu te dei casa,
Eu te dei cama,
Eu te dei tudo pra você me amar.
Eu já fiz as malas,
Não adianta me pedir pra voltar.
Eu indo embora, amor.
Depois do que você fez não dá,
Eu levando embora tudo o que te dei,
Vão comigo as mágoas,
As minhas horas e todas as histórias que te contei.
Pra você não deixo nada,
Porque de tudo que te dei nada sobrou
Eu indo embora, vou agora, sem demora,
E quem sabe eu encontre algo melhor
Nos braços de outro amor.


Alguém me faz uma poesia em forma de samba. Desculpem se parecer triste, mas eu ando com essa temática de abandono, ela sempre rende muitos versos. A poesia "A nossa casa" foi feita com a mesma temática. Bom começo de semana pra vocês!

sábado, 21 de agosto de 2010

Dos meus manuscritos




Escrevi a ti estas palavras tomando todo o cuidado de não revelar-te a ti mesmo quando leres, para que não te tornes ainda mais convencido do que já és. Tomei cuidado também de escrever em prosa ou fazer poesia sem rima para que não pareça demasiado romantismo meu. Escrevi apenas para falar do meu desejo de ainda ter-te, para que saibas que "esquecer-te" é verbo inexistente sem nenhum equivalente no meu vocabulário. E porque és assim tão meu e tão distante e porque deixaste-me antes de ter-me, por isso conto ainda as horas para encontrar-te.