sexta-feira, 30 de março de 2012

Hilda Hilst, Zeca Baleiro e Zélia Duncan

Porque tu sabes que é de poesia minha vida secreta...

terça-feira, 27 de março de 2012

Om Shanti Om





"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.


Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.


Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. 

O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."


(Brahma Kumaris)



quarta-feira, 21 de março de 2012

Sim

Amanheceu no meu coração.
Amanheceu e uma luz se acendeu,
Não era o sol,
Era eu, pedindo em oração
Para que o tempo passasse,
a chuva parasse,
E eu pudesse aprender
a dizer mais "sim" do que "não".

Águas Belas - Cascavel, Ceará.

É isso o que acontece quando você diz "sim".
Imagem do blog: 

sábado, 10 de março de 2012

Liberdade

The Bird

Deixo ir,
E o sol nascerá amanhã.
As minhas janelas estarão abertas
À claridade da manhã.
O coração estará aberto
Às oportunidades que virão.
Deixo ir,
Dou asas aos pássaros
Que alimento, mas que não são meus.
E a chuva cairá novamente,
Os dias passarão,
Deixo ir,
Porque somente os anéis vão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Olhar dos cegos

Zindy
Olho para dentro e vejo o caos.
Olho para fora e vejo-te.
Olho mais uma vez para mim mesma
E vejo o fogo que queima o peito e o corpo.
Olho para ti, para ver-me
E vejo o teu corpo que me acolhe e não me nutre.
Vejo a boca vermelha,
Os olhos fundos,
As mãos que tocam a fantasia que criei.
Olho, olho e não vejo nada.
Dizem que o pior é aquele que não quer ver
E eu vejo sem querer.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vida mediana

Oro todos os dias para que meu olhar poético não se perca no meio das tribulações, não se desfaça diante das ondas, não naufrague feito sabe Deus o quê. Oro para não precisar levar uma vida mediana, rodeada de pessoas medíocres, felizes e satisfeitas com suas novas aquisições eletrônicas, suas bebidas e círculos sociais. Oro todos os dias para não esquecer de quem sou, de quem fui e de quem quero ser um dia. Para não esquecer de onde vim e onde quero estar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sem avisar

Vem sem aviso,
Faz tudo de improviso
E eu corro o risco de não resistir.

Faz do meu pranto um sorriso,
Me confunde os sentidos,
Fico sem saber aonde ir.

Entra na minha vida,
Me causa espanto,
Está aqui, em todo canto.

Atravessa meu céu feito raio,
Diz que me ama
E eu não saio daqui.

É o olhar mais sincero,
O abraço mais seguro,
É um pouco de tudo,
É o que eu quero pra mim.

Chega sem avisar,
Me cobre de beijos,
E eu não me vejo sem você aqui.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cálidos

Para o meu Fá


Voraz tentação minha, torna-te doce figura em meus sonhos. Amo-te naturalmente, como direito meu. Desejo-te como necessidade de vida, da vida que espero e quero do despertar ao anoitecer. Desejo-te como um pássaro deseja voar. Desejo-te como um abrir de asas, como um refletir de águas, desejo-te. Espero o passar das horas para encontrar-te e, então fundir-nos... cálidos, quentes, em frenesi. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sabedoria

Um ancião índio certa vez descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom e eles estão sempre brigando.

Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:
- Aquele que eu alimento mais frequentemente.


Obs.: Respondendo aos comentários da postagem anterior. Bjs.

sábado, 21 de janeiro de 2012

George Carlin

Desculpem a ausência 

domingo, 25 de dezembro de 2011

A mulher intuitiva

imagem da web
Ela é aquela de longa trança, cheia de anéis e olhar profundo. Ela caminha descalça sobre a terra, dorme sobre os galhos das árvores e não teme o vento que balança seus cabelos como as folhas dos galhos. A mulher intuitiva é aquela que dança nas pontas dos pés e gira sua saia e balança seus quadris. Ela senta-se ao redor de uma fogueira com as outras de seu grupo, pois não pode viver só. E, estando em grupo, partilha da sabedoria ancestral que traz consigo, sua sabedoria de velha, seu amor maternal e sua leveza de menina. Ela faz poesias e usa as palavras com o cuidado de respeitar-lhes o poder, pois cada palavra pode compor um verso, uma prece,  um cântico ou um encanto. E ela caminha fluida e intocável por florestas escuras e retorna à luz, pálida e nua. Se preciso, ela veste-se de armas e escudos e luta. Ela retorna da guerra para mostrar aos seus que é a batalha que nos mantém fortes, não o descanso. E, como um lobo, ela lambe as próprias feridas como se tivesse na ponta da língua um bálsamos para tudo. Ela é forte, é sábia e tranquila. Ela é avó, mãe e filha. Ela guarda em si todos os segredos da vida.


Rafaelle Benevides.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Detalhes

Vik Muniz

Os mais ínfimos detalhes são responsáveis pelas mais notáveis diferenças.


A imagem acima é de Vik Muniz e faz parte de uma série de imagens de crianças que trabalhavam na colheita de cana-de-açúcar. Obs.: A imagem é feita de açúcar sobre papel preto.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mulher do mar

A escafandrista

Quem pode prever
E dizer que a vida
Não será aquilo que se quer?


Quem pode compreender
E dizer dos segredos
Sob os cabelos dessa mulher?


E a força contida na trança
Que prende e, quando bem entende,
Arranca do peito o mal-me-quer.


Quem pode contar no tempo
As voltas que a vida dá?
E querer dizer-se amada,
E querer voltar a amar?


E quem vê a alegria
No olhar de criança,
Que não se vê sob a trança
De uma mulher do mar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Mar serenou

Clara Nunes
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
Clara Nunes
O pescador não tem medo
É segredo se volta ou se fica no fundo do mar
Ao ver a morena bonita sambando
Se explica que não vai pescar
Deixa o mar serenar
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulhosa e prosa com que deus lhe deu
Ao ver a morena sambando Foi se acabrunhando então adormeceu o sol apareceu
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
Um frio danado que vinha
Do lado gelado que o povo até se intimidou
Morena aceitou o desafio Sambou e o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A estrela que estava escondida
Sentiu-se atraída depois então
apareceu
Mas ficou tão enternecida Indagou a si mesma a estrela afinal será ela ou sou eu
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia

domingo, 4 de dezembro de 2011

A casa

A
casa
que eu fiz
pra você morar
Encheu-se de luz e cor
Ao te ver chegar.
Tão feliz ao te ver,
A casa voltou a ser
Lugar para se morar.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cavalos no mar

Para o meu Fá

Weheartit

Ouço teus passos,
Parto em disparada,
Cavalos no mar.

Controlo com os olhos
O movimento do relógio
Que insiste em desencontrar.

Retorna, amor tão grande,
Ao meu peito desejante,
O meu abraço é o teu lugar.

Loucura incessante:
Somos mãos e beijos,
Cheios de desejos,
Somos cavalos no mar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Inspiração inicial



"Passa-se milênios e aquele amor vai ficar até debaixo d´água". Chico Buarque.

sábado, 12 de novembro de 2011

Egoísta

Ando egoísta. Ando querendo tudo só pra mim, sem dividir nada com ninguém. Quero todos os carinhos, todas as horas vagas, todos os sorrisos... quero todas as alegrias do mundo ao mesmo tempo e agora. É, eu ando egoísta, sim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poema da Saudade

Para o meu Fá

O que será de mim, o que será?
Quando chegar a noite fria
E nas horas vazias
Eu não te encontrar?

O que será dos olhos meus
Quando procurarem os teus
Como o barco busca o mar?

O que será dos beijos meus
Quando precisarem dos teus
Para se concretizar?

O que será, enfim, do meu coração
Feito barco, procurando em vão,
O teu abraço para aportar?

terça-feira, 25 de outubro de 2011